Capitulo 5

Era incrível como só ela era capaz de ressuscitar sentimentos e remetê-lo para a condição de garotinho apaixonado. Via-se preso num emaranhado complexo de sentimentos, cheiros e texturas que diziam muito mas que calavam sempre quando buscados pela razão.




Não ligou para ela nos três dias que seguiram o ultimo encontro. Sofia manteve a inalterável distancia. Talvez quem sabe essa seja a razão para gostar tanto. Rui se considerava um desvairado, apaixonado pelo desconhecido, pela penumbra. Por tudo aqui que não podia ver ou tocar, e principalmente pelo que não podia ter.



Na segunda começara seu novo emprego, e a terça seria uma cópia fiel da segunda se não fosse pelo simples detalhe de Rui ter esquecido o celular em cima da escrivaninha do quarto e ao fim do dia encontrá-lo com seis ligações perdidas de Sofia.



Rui retornou a ligação. A conversa não durou mais que três minutos. Mas foi tempo suficiente para o rosto de Sofia ficar ainda mais desfocado. Pediu para não dizer a ninguém que aquele homem a encontrara, muito menos do nome que a chamou. Que um dia queria poder explicar tudo, mas por em quanto só podia falar aquilo.

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